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Exposição retrata prática tradicional de saúde de comunidade quilombola em Simão Dias

Um estudo realizado pelo  mestre em Saúde Coletiva, Roberto dos Santos Lacerda, tem por objetivo  identificar e incorporar práticas tradicionais de saúde das comunidades quilombolas ao Sistema Único de Saúde (SUS). Como fruto do projeto, uma exposição fotográfica está sendo realizada na Galeria JInácio até o dia 28 de abril para expor fotografias sobre a dança de roda em Simão dias, umas das práticas de saúde da comunidade quilombola Sítio Alto.

Sergipe possui cerca de 30 comunidades quilombolas registradas pela Fundação dos Palmares, sendo que destas, oito comunidades já foram visitadas durante o desenvolvimento do projeto. A comunidade Sítio Alto, localizada no município de Simão dias, é a comunidade quilombola retratada na exposição, que traz fotografias sobre a prática da dança de roda. Essa pesquisa é fruto do edital do Programa de Pesquisas para o SUS desenvolvido pela Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec/SE). 

Segundo o professor Roberto Lacerda, a dança de roda é considerada na comunidade uma prática de saúde. “A gente identificou a prática da dança de roda como uma prática tradicional também da saúde porque une jovens, adolescentes e idosos, trabalhando a promoção da saúde por meio da cantiga de roda, na resolução de conflitos e na própria prevenção de patologias por meio da dança”, explica.

Além da dança de roda, também foram identificadas outras práticas de saúde como a reza, que é uma prática muito comum onde se utiliza plantas medicinais. Além da conservação de um banco de sementes criolas, que são sementes que não são transgênicas e são passadas de geração em geração.

“Eles plantam, colhem e guardam em um espaço que é reservado para armazenar e preservar essas sementes, que são um patrimônio da comunidade”, enfatizou o pesquisador.

De acordo com Roberto Lacerda, a pesquisa irá possibilitar a divulgação dos saberes e práticas de saúde que existem nas comunidades quilombolas do estado. “Além de dar visibilidade ao conhecimento existente nas comunidades, será possível conhecer as condições de saúde nas comunidades, a fim de fomentar ações que garantam maior acesso ao SUS e maior valorização das práticas de saúde existentes”, ressaltou.

Exposição

A exposição  está aberta para visitação até o dia 28 de abril e reúne 28 imagens  dos fotógrafos Seiji Hiratsuka, Kaio Espinola, Roberto Lacerda, Bruno Silva, Laila Gardênia, Marx Dantas, Gilton Rosas e Marcos Amorim. As imagens retratam os moradores da comunidade, homens e mulheres de várias idades, que se reúnem para dar voz aos seus problemas, socializando histórias e anseios. As visitas podem ser realizadas até o dia 28 de abril.

 

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quarta-feira, 5 Abril, 2017 - 10:30