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Pesquisadores testam a luz de LED para tratamento da dor muscular

A luz LED possui uma função muito importante na recuperação da lesão muscular. Um estudo desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal de Sergipe (UFS) analisa os parâmetros adequados para a utilização da luz de LED. O estudo é fruto do Programa de Pesquisa para Sistema Único de Saúde (SUS) desenvolvido pela Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec/SE).

O pesquisador e coordenador do projeto, Enilton Aparecido Camargo, explica que a luz de LED já vem sendo muito utilizada por profissionais da Educação Física, que utilizam para tratar lesões musculares decorrentes da prática de esporte ou profissionais da Odontologia que usam para tratar condições relacionadas à inflamação na boca. “As pessoas utilizam muito, mas não havia parâmetros para serem utilizados”, afirma o professor.

Durante estudo, foi testado como seria a variação dos parâmetros no modelo esquelético de ratos. Na fase inicial, o estudante de doutorado Alan Bruno da Silva Vasconcelos, buscou evidências na literatura da utilização do LED.

“Foram vários estudos e chegamos a conclusão que a evidência que tinha na literatura era pouca ou no máximo moderada. Não dava para inferir que o LED tinha eficácia em seres humanos. Os estudos que temos não traz uma evidência científica forte para indicar o uso do LED. Isso é importante porque muitos profissionais utilizam”, pontua Enilton.

Segundo o professor Enilton, atualmente as principais alternativas de tratamento são banho de imersão em água fria ou outras formas de crioterapia. Em termos de medicamentos, é utilizado o anti-inflamatórios que tratam a inflamação e a dor, mas não necessariamente permite o tratamento adequado.

O estudo teve continuidade com o doutorado do estudante Alan Bruno da Silva Vasconcelos, através de uma parceria coma professora Solange Ramos da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Durante o estudo, foi realizado o modelo de lesão de músculo esquelético induzido por exercício. Os animais eram submetidos a uma sessão de natação por 100 minutos, um modelo estabelecido de lesão músculo esquelético, e depois dessa sessão de natação os animais eram tratados com o LED ou não e depois eram avaliados os parâmetros que versavam sobre a inflamação e a dor. Ele fez a estimulação com três diferentes intensidades do LED: um, quatro e 10 joules.

“Foi possível demonstrar que a ‘melhor dose’ foi naquele modelo era a dose intermediária. Ela reduziu a lesão do músculo, o quadro inflamatório no músculo e reduzia a nocepção, um parâmetro que permite inferir sobre dor no animal, porque a dor nos seres humanos envolve tanto o componente fisiológico quanto emocional. Para o ser humano você coloca uma escala de zero a 10 e pede para ele anotar a intensidade da dor. No animal não tem como. É preciso estimular o animal para que ele emita um comportamento sendo relativo à dor, mas não chamamos de dor, pois não tem como medir a subjetividade. O led na dose de 4 joule reduziu, inclusive, este parâmetro comportamental. Esse é um trabalho que foi submetido para publicação”, explicou o professor.

PPSUS  
                                                                                                          

A pesquisa é fruto do Programa de Pesquisa para o SUS (PPSUS), desenvolvimento pela Fundação de Apoio à Pesquisa e Inovação do Estado de Sergipe (Fapitec/SE). A proposta do programa é desenvolver produtos para o Sistema Único de Saúde.

 

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segunda-feira, 14 Maio, 2018 - 08:30